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Gerações de Tiradentes: o sonho de uma cidade que aproxima pessoas, territórios e gerações

Criado pela ASSET, o programa reúne iniciativas de educação, esporte, cidadania, patrimônio e pertencimento e transforma a capacidade de mobilização do setor empresarial em experiências para quem vive Tiradentes

Uma cidade não é construída apenas por seus prédios, suas empresas, seus eventos ou pelo número de pessoas que a visitam. Ela também é construída pela relação que cada geração estabelece com o lugar onde vive — pelo que conhece, pelas experiências que tem, pelas memórias que cria e pelo sentimento de fazer parte daquela história.

Foi a partir dessa compreensão que nasceu o Gerações de Tiradentes, programa da ASSET — Associação Empresarial de Tiradentes e Região, dentro do seu Pilar Pessoas.

O Gerações surge para organizar e dar continuidade a um movimento que já vinha sendo construído pela Associação: aproximar empresários, comunidade, escolas, poder público e diferentes gerações por meio de experiências ligadas à educação, esporte, cidadania, patrimônio e pertencimento.

Tiradentes tem no turismo sua principal atividade econômica. É essa cadeia que movimenta empresas, gera empregos, renda e oportunidades e contribui diariamente para o desenvolvimento do município.

O Gerações acrescenta uma nova dimensão a essa relação: a proximidade.

A proposta é criar oportunidades para que os empresários que todos os dias recebem visitantes, produzem, empregam e movimentam a economia também possam participar diretamente de experiências construídas para as pessoas que vivem aqui — abrindo seus espaços, compartilhando conhecimento, oferecendo produtos e serviços, disponibilizando tempo ou ajudando a conectar novas possibilidades.

Não se trata de assistencialismo, nem de substituir as responsabilidades do poder público ou das escolas. Trata-se de articulação.

Cada parceiro participa a partir daquilo que sabe fazer e daquilo que pode oferecer. E a ASSET conecta essas diferentes capacidades para transformar contribuições individuais em experiências coletivas.

Um projeto que nasceu da prática

Antes de receber o nome Gerações de Tiradentes, essa construção já estava acontecendo.

No Circuito Escolar de Beach Tennis, estudantes tiveram acesso a uma experiência que reuniu esporte, convivência, alimentação e conhecimento. Empresas, profissionais e parceiros se mobilizaram para construir juntos a programação, com apoio da Casa da Serra, Supermercado Esquinão, Del Rei Sucos, Sorveteria Aurus e Sol e Neve, Rangos Burger, da nutricionista Maria Luiza Moreira, do professor e psicólogo Marcelo Cota e de outras pessoas que contribuíram para sua realização.

Depois veio o Rodas que Movem Vidas, criado a partir do Dia do Motociclista. No Museu da Moto, diferentes parceiros se reuniram em torno de pilotagem segura, educação financeira, manutenção preventiva, educação para o trânsito e convivência. Empresas, Polícia Militar, poder público e profissionais de diferentes áreas colocaram suas competências a serviço de uma experiência comum.

Com o Pequenos Autores de Tiradentes, essa aproximação chegou ainda mais perto das escolas.

A ASSET visitou presencialmente as sete turmas participantes, conversou com os estudantes e os convidou a olhar para a própria cidade a partir do tema “Tiradentes: minha cidade, meu cuidado, meu orgulho.”

As crianças escreveram, desenharam e mostraram Tiradentes a partir dos próprios olhos. A Secretaria Municipal de Educação e os professores conduziram todo o processo pedagógico, enquanto a ASSET mobilizou uma ampla rede de empresários e parceiros para construir os reconhecimentos e as experiências do projeto.

Foi durante essa trajetória que percebemos algo importante: não estávamos realizando apenas ações independentes. Estávamos construindo uma forma de participação.

O Circuito Escolar continuaria sendo Circuito Escolar. O Rodas que Movem Vidas preservaria sua identidade. O Pequenos Autores continuaria sendo Pequenos Autores.

Mas existia um propósito que conectava todos eles.

E esse propósito ganhou um nome:

Gerações de Tiradentes.

Gerações, no plural

A escolha do nome também traduz aquilo que queremos construir.

O Gerações não é exclusivamente um projeto para crianças.

Ele fala das crianças que estão começando a descobrir a cidade, dos adolescentes que precisam encontrar novas experiências e possibilidades, dos professores que os acompanham, dos empresários que construíram seus negócios aqui, dos profissionais que compartilham conhecimento, dos moradores que carregam histórias e das pessoas que receberam Tiradentes das gerações anteriores e terão a responsabilidade de entregá-la às próximas.

Porque uma geração não começa quando a outra termina.

Elas convivem, aprendem umas com as outras e constroem juntas.

E existe ainda outra dimensão importante para Tiradentes: o território.

Tiradentes não termina no Centro Histórico. A cidade é também Águas Santas, César de Pina, Elvas e suas diferentes comunidades. São realidades que pertencem ao mesmo município, mas que nem sempre têm as mesmas oportunidades de circulação, encontro e acesso às experiências existentes em outros pontos da cidade.

Por isso, uma das missões do Gerações passou a ser também criar pontes entre esses territórios.

Permitir que uma criança da sede conheça um patrimônio localizado em uma comunidade. Que uma criança de uma comunidade possa ocupar a Praça, entrar em um museu, conhecer uma empresa, participar de uma experiência no Centro Histórico. E que todas elas compreendam que esses lugares, embora diferentes, fazem parte de uma mesma Tiradentes.

Do olhar sobre a cidade à experiência de vivê-la

Depois de convidar crianças a escrever e desenhar sobre Tiradentes, o passo seguinte surgiu naturalmente:

era hora de viver Tiradentes.

A ASSET, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, empresários, instituições e voluntários, estruturou então novas experiências para aproximar crianças de diferentes regiões do município.

A proposta não era simplesmente realizar passeios escolares.

Cada território escolhido deveria contar uma história. Cada parada deveria ter um significado. E cada experiência deveria ajudar a construir uma relação mais próxima entre as crianças e a cidade à qual pertencem.

Assim nasceram duas experiências complementares.

Na primeira, crianças da sede de Tiradentes e de Elvas seguiram em direção a César de Pina e Águas Santas, conhecendo patrimônio, história e outros territórios do próprio município.

Na segunda, o movimento se inverteu: crianças de Águas Santas e César de Pina vieram para a sede para viver experiências no Museu da Moto, Centro Histórico, quadra municipal, Praça e estabelecimentos da cidade.

Dois dias. Dois movimentos.

E uma mesma ideia:

pertencer também é conhecer, ocupar, experimentar e criar memórias na própria cidade.

É a partir dessas duas experiências que o Gerações de Tiradentes começa a mostrar, na prática, aquilo que pretende construir daqui para frente.

Pessoas que constroem a cidade. Gerações que constroem o futuro.


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